Na outra fila era uma mulher super simpática. Em todos os lugares
que havíamos lido, falavam que a entrevista pra esse tipo de visto era em
Inglês, mas ela falou em Português o tempo todo, o que dificultou um
pouco as coisas pro Diego, já que ele tinha que pensar na tradução de
tudo que ele já estava habituado a falar em Inglês no trabalho. As pernas tremiam... Nosso destino ia ser definido pelas palavras que usássemos ali naquele
momento. Na verdade, acho que já estava definido, não sei exatamente
pra que serve a entrevista, mas o medo de falar algo errado e colocar
tudo a perder era grande. Engraçado, porque não tinha nada de errado
pra falar, só a verdade... Mas sei lá, ser avaliado é sempre horrível.
Primeiro
ela nos entregou um papel e disse: "Já que vocês vão morar em outro
país, vocês precisam conhecer os seus direitos". Opa!! Primeiro sinal.
Segundo sinal foi que depois de ela olhar nossos passaportes, ela
colocou numa caixinha. Sabíamos que quem tivesse visto negado,
voltava com o passaporte na mão. E então ela disse: "alguém já falou pra
vocês pagarem a taxa xyz?". Sabíamos que tínhamos que pagar uma taxa somente se
o visto fosse aprovado, mas não sabíamos onde pagar essa taxa ou em
que momento. Então ela nos direcionou pro financeiro. Chegamos lá
estava escrito: "Cash only"!!!!
Jesuuuuus, Maria, José...
Deus nos acuda!!!! Nós sabíamos da taxa, mas como falei acima, não
sabíamos que seria paga ali. Só o que falta mesmo! Estamos com a
oportunidade na mão e vamos perder por uma besteira dessas. O Dinheiro
estava na conta, também tínhamos limite no cartão de crédito, só não
tínhamos "cash". Não podíamos sair do consulado. Tinha um caixa
eletrônico lá dentro, daqueles multi uso e tinha todos os bancos, menos
o nosso. Não tínhamos celular pra poder transferir o dinheiro pra uma
conta que desse pra sacar naquela máquina e o cartão de crédito não
aceitava sacar o valor que precisávamos. Geeeeentee, que merda!!! Puta
que pariu!!!!
Até que de algum lugar veio a luz: Vamos lá conversar e perguntar o que podemos fazer.
Chegamos lá, a pessoa que foi atendida antes da gente pagou com cartão de crédito e já foi dando um alívio na gente. Quando chegamos no caixa, podia ser com cartão de crédito. Ufa! Taxas pagas, voltamos pra moça simpática que finalmente disse o que nós esperamos desde o comecinho de 2015. Visto aprovado!!!!!
Fomos então embora, felizes... Nem sei se rimos, se choramos, se nos abraçamos... pegamos o celular no guarda volumes, o carro no estacionamento, colocamos o endereço de casa no gps e fomos voltando pra casa. Uns dez minutos depois toca o telefone do Diego. Atendo e digo que ele está dirigindo e a moça fala: "é do consulado, o Diego precisa voltar aqui". Pronto! Ferrou! Mudaram de idéia! Passaram a informação errada, sei lá. Respira fuuuuuuuundo... Lembrei que eu tinha colocado as digitais, mas não lembrava de ter visto o Diego colocar as digitais, deve ser só isso. Tomara!
E era, era só isso. Era só pra dar mais emoção! E então, colocamos de novo o endereço no gps e voltamos pra casa... Uma viagem tranquila, cheia de planos, sonhos e sono também, afinal, foram duas noites bem mal dormidas. Agora era só esperar os passaportes chegarem pelo correio com o visto, comprar as passagens e finalmente nos mudaríamos, como tanto desejamos, espearamos e sonhamos.
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